Um blogue de pequenas causas.
Este blogue é da responsabilidade de um lisboeta com frequência universitária (Biologia), ex‑jornalista actualmente trabalhando na área informática.
Isto e tudo o mais ou será óbvio, ou irrelevante. (Vd. manifesto.)
IBSN:
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Ah, sim! — finalmente alguém que sabe que o nome do "o" é ó, tal como o do "d" é dê. Igualmente polissémico é o é (nome da letra "e"), sendo o á o mais inadvertidamente citado dos nomes de vogais (há exemplos à pàzada). Saltando sobre os triviais i e u, ambos homófonos (mas não homógrafos!) de palavras freqùentíssimas, chego à grande questão: Saberá o Bandeira, que me esclareça, se *hagá se escreve com "h"?…
Etiquetas: línguas
O grande PZ Myers foi finalmente ao “museu” criacionista do Kentucky e contou‑nos o que lá achou. Este Zarolho comentou um aspecto obscuro do material exposto mas, estando o motor de comentários do ScienceBlogs.COM como está, botou aqui a mesma posta de pescada, já desespinhada de gralhas. (Está em estrangeiro:)
On the lower left of the “Out of Babel” map
you can see samples of eight scripts under «Different Languages» (huh‑hum!). The Arabic looks funny too me, although I cannot pinpoint why, and most of the other are out of my expertise or too blurry to attempt analisys, but…
- The Greek “word” is a random assortement of meaningless capitals — "SGFPC" ("ΣΓΦΠΨ"), in an appalling disregard for the language in which the New Testament was written.
- Cyrillic was included, the script of “godless Communism”, amazingly! The chosen “word” was "ABVG" ("АБВГ"), the first four letters of this script.
- Hebrew, another supposedly respectworty language for these loons, is represented by a jumble of letters, some upside‑down and others flipped backwards! It should look like "ארוףפ" ("ɂrwpp"), but only the "ו" in the middle is right, as "ףפ" are mirrored and "אר" are flipped upside‑down; also "ף" should appear in this form only at the end of a word.
Etiquetas: línguas
Festejamos hoje, num (insconstitucional?) feriado nacional de inspiração religiosa, a Imaculada Conceição de Maria — conceito teológico recente de uma denominação milenar.
Proponho a sua re‑interpretação laica, bem como das festas marianas da Assunção e Encarnação, como homenagem ao Paraguai (PY), esse país‑irmão que segue a Portugal (PT) na ordem dos ISO 3166‑1 de duas letras (*).
* Sim, por que o Palau (PW) não é bem um país, certo?…
Etiquetas: humor
Os Sigur Rós vêm a Portugal, outra vez. A T.S.F. inicia a curta entrevista com perguntas acerca da «grave crise económica, que deixou o país na bancarrota».
Vamos lá ver se nos entendemos: Na Islândia, crise económica não significa que faltem lanches nas escolas do estado (nem há doutras), ou que falte saúde gratuita para todos. Ou seja — coisas que temos e teremos em Portugal, mesmo em tempos de suposta prosperidade. Quando muito, haverá menos islandeses a viajar este ano e o próximo.
Por cá, mesmo quando as vacas re-engordarem, manter-se-á a trafulhice, a ignorância e a prosápia — que por ora faz alguns de nós olhar a Islândia com tola condescendência.
Etiquetas: poliítica
O fim‑de‑semana prolongado na cidade‑deserto. Os estacionamentos vazios, lugares vagos em fila, seguidos — asfaltos nunca assim vistos. Comércios fechados para férias, suas, — muitos entre uns poucos abertos, como oásis. No calor da cidade deserta, ecoante, como que marcada no seu difuso termo com uma tabuleta à faroeste: Abutre sonolento encimando «Lisboa (Grande): 2 milhões de habitantes, de férias». E folhas secas de decíduas permaturas rolam no vento quente, reforçando o travo western — mas prometendo, prosaicas também, um Outono quase próximo. E as noites de Verão, quentes e ainda curtas, mas alongando‑se.
Quem não sai de férias sente na cidade o Verão a escoar‑se.
Se isto não é mais outra partida elaborada do tipo a que o autor de Bandeira ao Vento nos habituou (tal como, p. ex., 24 de Maio corresponder ao 1º de Abril no calandário persa, se descontarmos os meses com "r"), então a blogosfera lusófona está irremediavelmente de luto.
As “nossas” cidades são armadilhas e labirintos para quem nelas se move, não só sobre quatro rodas, mas sobre pernas — tanto mais se estas forem trôpegas e/ou acompanhadas de bengalas, carros de compras ou de bebé. É caso conhecido e serviu até de mote a uma recente campanha de sensibilização protagonizada por atletas para‑olímpícos.
Mas há uma realidade paralela, onde autarcas bem mobilizados manuseiam fundos de apoio, esgrimem fotos mostrando o antes e o depois de pontos (bem pouco representativos) de seus territórios municipais, e congratulam‑se mutuamente em lautas cerimónias à medida que mais e mais concelhos aderem à “Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade”, cobrindo o virtual mapa com rampas, corrimões e velhinhas sorridentes de bengala na mão.
Há, não: havia! Por que o domínio não foi renovado e o endereço http://www.rededemobilidade.org/site diz‑nos que
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Mudou‑se, portanto. E nada mudou…
Etiquetas: Urbanismo e transportes
Nos tempos “optimistas” da União Soviética dos anos sessenta surgiram em fachadas e tapumes aúncios publicitários que apelavam: «Voe pela Aeroflot!», e «Deposite as suas poupanças no Caixa do Estado». Sendo estas entidades, respectivamente, a única transportadora aérea e o único banco do país (*), o incongruente da situação fez História e é anedota clássica nos cursos de “márquetim”.
Mas serão os publicitários do séc. XXI mais sofisticados e rigorosos que os propagandistas do defunto Império? Parece que nem por isso, a avaliar pela quantidade de reclamos que continuam a ser transmitidos e afixados, inspirados no rali Lisboa-Dakar — o qual foi anulado já há vários dias!
Etiquetas: outros
Denuncia esta semana Paulo Portas, conhecido paladino das garantias “assistencialistas” do Estado Social, que o «Governo quer repartir em diversas prestações um retroactivo que os pensionistas têm direito».
É um fura‑vidas, este rapaz! Depois de ter alienado a intelectualidade (mesmo alguma de esquerda) que admirava o seu projecto jornalístico, e depois de, como ministro, ter aliciado e desapontado polícias e miltares, virou-se agora para as velhotas. Que sorte terá?
Etiquetas: política
Entra hoje em vigor, dentro de escassas horas, a 2ª fase da implementação da “Rede7” da Carris (operadora estatal dos transportes colectivos rodoviários urbanos no município de Lisboa), iniciada em finais de 2006 (*). Consistirá de alterações de intinerários e horários de algumas carreiras, e das designações numéricas das carreiras mais profundamente reformuladas — estas últimas emblematicamente mudadas para um número de três algarismos com um "7" na casa das centenas.
Sabemos que é dia 5 de Janeiro por que (tal como da vez anterior) publicidade a esse respeito foi colocada massivamente nas paragens (autocolantes indeléveis sobre informação relevante na legenda do mapa!) e nos veículos (tarjas pendentes das traves de apoio para passageiros de pé). Mas não sabemos mais nada: Só que «Estamos onde precisa. + Próximo, + Fácil, + Rápido» mas exactamente o que vai mudar só aqui, em letra miudinha.
Percebei, senhores da Carris, que o utilizador habitual — o mais exposto à dita campanha massiva — não quer saber de slogans: Quer é saber se “o seu” do costume muda ou não, e, se sim, como muda. Mesmo quem se “atrever” a visitar o site da Carris (que nunca foi bom, mas que desde 2004 é seguramente mais caro) verá apenas uma irritante animação que repete a conversa oca e inútil dos suportes mencionados, enquanto que a informação que é realmente necessária e que deveria estar escarrapachada em todo o lado se acede via um críptico «Press Center» sob um não mais intuitivo «Comunicados». (Esta informação, aliás, não consta nem da página principal nem da página «Notícias», onde se encontram porém outras matérias datadas, dando a impressão errónea de que nada se passará a respeito da 2ª fase da Rede7.)
* Anunciada, em tons de cinza escuro e com mais de um ano de antecedência, neste mesmo blogue. Neste momento, a minha opinião sobre a substância imediata desta Rede7 não é desfavorável. Mas também sei ler nas entrelinhas…
Etiquetas: Urbanismo e transportes
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